Todos nós buscamos a cura de
nossas enfermidades, do corpo ou do espírito. Todos nós, que habitamos esse
mundo de aprendizado e de provações, trazemos profundos padecimentos em
diversas camadas, em diversos níveis do ser, que necessitam de cura, de
transformação. Podemos suplicar a Deus que cure nossas enfermidades, mas
implorar a Deus não significa ter fé em Deus. Aquele que implora se coloca
passivamente como um receptor das graças do Deus amoroso, mas aquele que tem fé
se prostra diante de Deus com verdadeira humildade, consciente de que todo poder
emana de Deus.
Paulo curou o aleijado de Icônio
porque viu em seus olhos que ele tinha fé. O aleijado não implorava a Deus por
sua cura, mas tinha fé e foi curado. A fé verdadeira, genuína, do coração, nos
faz aceitar com humildade as provações assim como as graças enviadas pelo
Altíssimo, pois conhece que as provações são também graças. A fé verdadeira
nos conforta o coração na certeza de que tudo que acontece com nós, todas as
tribulações, obstáculos, enfermidades, assim como todas as alegrias e bençãos
fazem parte do projeto de Deus para nossas vidas. Na vivência da fé, nos
entregamos humildemente para que se cumpra a Vontade do Pai e possamos
realizar o seu projeto para nós, sem queixas, sem desobediência, sem fuga, mas
com coragem e resignação do coração. A resignação da fé não lamenta, mas
glorifica o Pai, O exalta, na certeza de que Seus desígnios são sábios, justos
e bons.
Que possamos nos curar de nossas
enfermidades pelo poder e alcance da nossa fé e não pelo volume de nossas
súplicas. Que possamos entregar ao Pai em verdadeira fé e humildade a nossa
vida para que seja feita a Sua vontade e não a nossa. A verdadeira cura ocorre
na obediência à vontade do Pai, na comunhão com Ele, na glorificação, no louvor
e na adoração de Seu poder, de Sua Misericórdia e Amor.