domingo, 31 de janeiro de 2016

A Fé

Todos nós buscamos a cura de nossas enfermidades, do corpo ou do espírito. Todos nós, que habitamos esse mundo de aprendizado e de provações, trazemos profundos padecimentos em diversas camadas, em diversos níveis do ser, que necessitam de cura, de transformação. Podemos suplicar a Deus que cure nossas enfermidades, mas implorar a Deus não significa ter fé em Deus. Aquele que implora se coloca passivamente como um receptor das graças do Deus amoroso, mas aquele que tem fé se prostra diante de Deus com verdadeira humildade, consciente de que todo poder emana de Deus.

Paulo curou o aleijado de Icônio porque viu em seus olhos que ele tinha fé. O aleijado não implorava a Deus por sua cura, mas tinha fé e foi curado. A fé verdadeira, genuína, do coração, nos faz aceitar com humildade as provações assim como as graças enviadas pelo Altíssimo, pois conhece que as provações são também graças. A fé verdadeira nos conforta o coração na certeza de que tudo que acontece com nós, todas as tribulações, obstáculos, enfermidades, assim como todas as alegrias e bençãos fazem parte do projeto de Deus para nossas vidas. Na vivência da fé, nos entregamos humildemente para que se cumpra a Vontade do Pai e possamos realizar o seu projeto para nós, sem queixas, sem desobediência, sem fuga, mas com coragem e resignação do coração. A resignação da fé não lamenta, mas glorifica o Pai, O exalta, na certeza de que Seus desígnios são sábios, justos e bons.


Que possamos nos curar de nossas enfermidades pelo poder e alcance da nossa fé e não pelo volume de nossas súplicas. Que possamos entregar ao Pai em verdadeira fé e humildade a nossa vida para que seja feita a Sua vontade e não a nossa. A verdadeira cura ocorre na obediência à vontade do Pai, na comunhão com Ele, na glorificação, no louvor e na adoração de Seu poder, de Sua Misericórdia e Amor. 

sábado, 30 de janeiro de 2016

A Melancolia

“Alegrai-vos no Senhor!”, pede-nos o apóstolo Paulo. Quando o nosso coração se abre para Deus e sua Luz, somos banhados de imensa alegria. A tristeza é a experiência da desconexão com o Amor do Pai. Quando esvaziamos nosso coração desse Amor, nosso coração se entristece. A melancolia é o luto da perda do Amor do Pai.  Nós todos experimentamos, quando da nossa criação, a alegria suprema de estarmos no Pai, de estarmos com Ele, em comunhão no seu Amor. Quando o nosso orgulho nos afastou do Seu Amor, nosso coração se encheu do prazer de fazer nossa própria vontade, do prazer de sermos nosso próprio deus. Mas à medida em que o  coração se afasta do Amor do Pai, ele vai se esvaziando da alegria verdadeira até o momento em que o prazer ilusório da autoindulgência, da autocontemplação, do narcisismo e da vaidade se desfaz. O coração se vê, então, tomado por profunda melancolia e derrama lágrimas profundas de saudade, da perda do Amor em que um dia esteve imerso. Por isso, São Paulo nos recorda: alegrai-vos, voltai à comungar no Amor do Pai.

O caminho de retorno ao Pai é um caminho ascensional, é um caminho de virtudes, de busca do bem, do certo, do verdadeiro. É a “porta estreita”, como nos ensina Jesus. Apesar de ser um caminho estreito, ele nos enche de alegria. Basta este movimento interior de desvio, de retorno para buscar a Glória do Pai, na humildade, no reconhecimento dos erros, na aceitação de nossa impotência e ignorância e de que somente Deus é poder e sabedoria, para o nosso coração já se encher de contentamento pela promessa, pela esperança do que virá.

Este caminho da rejeição dos prazeres do mundo, da recusa da vaidade, da cobiça e do auto-engrandecimento, apesar de estreito, é um caminho que nos alegra profundamente a alma. Mesmo que ainda estejamos a uma distância imensa do estado inicial de comunhão com o Pai, mesmo que tenhamos nos afastado tanto a ponto de nosso coração morrer de dor e se desesperar na escuridão, basta um simples movimento interior de retorno para que a alegria preencha o nosso ser novamente.


Não é necessário chegar no ponto de destino para se alegrar com a jornada. A jornada de retorno ao Pai já é em si repleta de graças, de bençãos, de prazer, de alegria porque sabemos que deixamos para trás a escuridão de uma vida afastada de Deus, a noite da alma que se julga auto-suficiente, da treva da alma que recusa obedecer ao Pai. “Alegrai-vos, alegrai-vos”, Deus está próximo, estamos em retorno. 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O Orgulho

“Deus é Luz” e, quando caminhamos na luz, estamos em comunhão com Deus, diz o apóstolo João. Trazemos em nós a Luz de Deus: a luz da consciência, a luz da inteligência, a luz do poder de co-criação. O ser humano, quando reconhece essa luz em si possui duas opções de resposta a este reconhecimento. Ele pode se ajoelhar na contemplação do incompreensível, da Luz de Deus que é maior que todo seu entendimento, que toda sua inteligência, e pode entregar a sua vontade ao Poder Supremo do universo e humildemente e com alegria obedecer aos comandos da Luz do Pai Criador. A segunda resposta possível do ser humano quando se reconhece possuidor de uma centelha de luz, de inteligência, de poder criador é a de negar a origem dessa centelha, cortar os laços que o uniam a ela, renegar a fonte originária, primeira, de sua luz, e exaltar e louvar a si próprio, a luz que reconhece em si. É este o início do caminho  que leva o homem ao orgulho, a se iludir crendo-se capaz de discernir por si só o certo do errado, o verdadeiro do falso, supondo que é a origem de sua própria luz e que seu poder é o único poder. Mas, ao cortar os laços que o unem com a origem da sua luz, com a fonte do seu poder, o ser humano engendra sua própria dor, seu próprio caminho de aniquilamento. A centelha, que era viva e resplandecente, possui uma vida muito breve e limitada quando cortada de sua fonte. Aos poucos, a luz se apaga e o ser humano, desconectado do Pai, se vê nas trevas, na escuridão completa do seu orgulho insensato.

Todos nós, que habitamos esse mundo, trazemos o pecado do orgulho em nossos corações. Que consigamos fazer um exercício diário de autorreflexão em momentos de oração para identificarmos onde está esse orgulho, como ele se expressa em nossas relações, em nossas escolhas e em nossos pensamentos. E confessai ao Pai, e o Pai o perdoará.


Que ninguém se suponha humilde, pobre de espírito o suficiente. O orgulho tem suas artimanhas e ele resiste à vontade que busca a luz. O trabalho de reatamento, de reparação dos laços com o divino, é um trabalho constante, que exige oração e vigilância para que possamos reatar a conexão e viver em comunhão plena novamente com o nosso Pai Criador, que é a Luz do mundo, de onde viemos e para onde retornaremos, na vida eterna. Louvado seja o nosso Pai que perdoa os nossos pecados e nos busca, nos quer de volta, que tudo faz em sua Misericórdia para que a Ele retornemos para gozarmos da Graça e da Comunhão que tínhamos antes do começo do mundo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O que é o Pensamento

O que é o nosso pensamento? De que substância ele é feito? Quem gera nossos pensamentos? Os pensamentos são feitos da matéria sutil que é a essência da vida. A 'matéria sutil' é assim chamada em analogia com a matéria conhecida pelos sentidos do mundo, mas a matéria do pensamento é totalmente independente da matéria do mundo físico. A substância de que é feito o pensamento não possui um nome na ciência dos homens, por isso, na analogia com a ciência física é usada a expressão matéria sutil. Qualquer outro nome poderia ser dado, talvez um outro nome desvinculado, sem relação aparente com a matéria do mundo físico, seria mais apropriado para evitar confusões. Vamos chamá-la de substância espiritual, ou substância do Espírito, mas que não é uma substância no sentido físico.

O pensamento é gerado e é plasmado no oceano dessa substância em que o Espírito está mergulhado. A substância espiritual possui suas próprias leis que em nada se assemelham às leis do mundo da matéria física. Uma das leis que deixa os seres humanos perplexos, incapazes de compreender racionalmente, é a lei da onipresença, que não tem um correspondente ou paralelo no mundo físico: o pensamento não ocupa um lugar no espaço, o pensamento está em toda a parte ao mesmo tempo. Por isso que nossas preces chegam a Deus sem precisarem atravessar todo o universo. Porque na dimensão do Espírito, não há espaço, tudo está em tudo.

Outra lei do mundo do Espírito é a de que o pensamento gera vida, é criador, ou melhor, é co-criador. Através do pensamento, nós colaboramos na obra do Criador e nos unimos a Ele na geração do bem, ou nos opomos a Ele ao não gerarmos o bem, pois o mal não existe, o mal é apenas a ausência do bem, o mal não possui existência própria. Não fazer a vontade de Deus, se abster de co-criar com o Senhor, desobedecer aos Seus mandamentos, fugir às responsabilidades que o Senhor nos outorga, é fazer o mal. Assim, nosso pensamento determina aonde nos situamos junto ao Criador: se estamos com Ele ou contra ele. O pensamento que gera amor, o pensamento de compaixão, de compreensão, o pensamento de esperança, de fé, de humildade, esses são pensamentos que pertencem a a Deus e fazem a Sua Vontade.

Na oração, nós exercitamos e praticamos o pensamento em uníssono com o Criador. Unimos a nossa vontade à Vontade do Senhor da Vida e nos tornamos Um na geração do Amor. O pensamento é força do Espírito e a maioria da humanidade desconhece, subestima e desperdiça esse poder. Que saibamos usar este poder co-criador que a bondade divina nos concedeu ao nos criar à Sua imagem e semelhança. O pensamento é onde Deus se revela em nós e reflete a Sua imagem em nós. Por isso, orai e  vigiai. Orai para que os seus pensamentos estejam com Deus e em Deus. E vigiai para não desobedeceres à Sua Vontade e gerares o mal.


Pensamento é vida, pensamento é Deus em ação, pensamento é a força motriz do mundo da matéria e do Espírito. O pensamento banhado de amor é estrela portentosa a trazer o dia na escuridão da noite do desterro da alma que abandonou a Deus. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O Poder da Oração

A consciência é ponte que liga o mundo da matéria ao mundo do Espírito. Duas realidades que se sobrepõem, separadas na percepção dos sentidos, mas juntas na vivência da consciência. Somos espíritos e somos carne a um só tempo. E a oração abre as portas para o mundo do Espírito penetrar no mundo da carne, no mundo da matéria, das percepções e ilusões dos sentidos. O homem que não ora, que não cultiva a oração, está dissociado, desconectado dessa dimensão essencial do seu ser e vive como um autômato, como um robô, vivendo nas sensações materiais, nos prazeres e sofrimentos do corpo, nas ilusões dos sentidos, sem compreender o sentido de suas tristezas e alegrias, sem perceber a mão oculta que o conduz pelo mundo invisível.

Aquele que ora, ao contrário, penetra na realidade subjacente que tudo organiza, que tudo dispõe. Quem ora vê além, vê o antes e o depois das experiências terrenas na matéria. A oração nos conecta com a realidade do mundo invisível, do mundo que é anterior a este mundo material e que lhe dá origem, a verdadeira realidade, que é inacessível ao homem que não ora.

Através da oração, abrimos as grandes portas através das quais o Céu desce para a terra. Sem essas portas abertas, o mundo terreno seria dominado ainda mais pelas sombras.  Cada oração que é feita no mundo é uma porta que se abre para a Luz penetrar, dissipando a escuridão. Deus precisa de nossas preces, Deus precisa de nossas orações para agir no mundo de forma mais direta. Somos colaboradores de Deus na criação do mundo, Deus conta conosco para que a Luz que dEle emana chegue aonde necessita no mundo do corpo e da matéria.

A oração ilumina o mundo, a oração agrada a Deus. A pessoa que se abre a Deus na oração, dEle recebe tudo o que necessita para o seu conforto espiritual. É banhada com o alimento celeste, com o pão da vida, e também nutre e alimenta os famintos ao seu redor na terra. A oração não beneficia apenas aquele que ora, mas toda a humanidade. Orai, irmãos, orai muito, é a única forma da Luz do Céu, da Graça divina chegar ao coração dos homens.

Quando as portas do coração estão fechadas para a oração, o mundo se escurece e o ser vive na cegueira do automatismo da matéria e do corpo. Assim como um cego tropeça nos obstáculos por não enxergá-los e cai repetidas vezes por não perceber as barreiras e as pedras no seu caminho, assim também o homem que não ora, que não tem a Luz de Deus no coração pela oração sucumbe aos revezes da vida material, tropeça repetidas vezes nos mesmos erros, nos mesmos obstáculos.


A nossa salvação está na oração, onde vemos tudo com clareza, onde compreendemos para que servem os obstáculos, do que eles estão a nos proteger, os desvios que devemos fazer e os caminhos que devemos trilhar. Todas as religiões do mundo professam a necessidade da oração. A oração une todos os povos, todos os seres humanos, todos os corações a um só Deus, que é o Pai de todos, que nos ama infinitamente e que bate às portas do nosso coração a todo instante, clamando para que possamos abri-las para deixar entrar a Sua luz que nos liberta e que nos revela o sentido, que dissipa a escuridão e nos reúne na Graça e na Glória de nosso Pai. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O Mal

Deus é Bom, Deus é Bondade, tudo que vem de Deus é Bom, é Belo, é Perfeito. Fomos criados por Deus, belos, bons e perfeitos. Foi a Vontade do Pai que nós, seus filhos, seres humanos, também recebêssemos a graça do livre-arbítrio. Deus, em Sua Soberana Vontade, deu a cada um de seus filhos a liberdade para escolher, para agir, para tomar decisões a respeito de si mesmo e da sua vida.

No entanto, a humanidade na terra tem usado a dádiva do livre-arbítrio para se afastar de Deus, para esvaziar o seu coração do Amor. A humanidade, assim que recebeu a graça da liberdade se acreditou também um deus e decidiu desobedecer ao Pai e fazer a sua própria vontade, ao invés da Vontade do Criador. O coração do ser humano inchou de vaidade, de autoindulgência, de presunção, de cobiça e arrogância. Fascinado pelo poder que Deus lhe concedeu, o ser humano decidiu criar o seu próprio reino, onde ele seria o senhor, ele comandaria, dominaria e seria o centro.

Quanta insensatez! Quanto mais o ser humano se rebela de Deus, se afasta e desobedece à Sua Vontade, mais o seu coração congela, se atrofia, se escurece. À medida que o homem se afasta do Amor de Deus em rebeldia, em autoindulgência, em cobiça, mais seu coração se esvazia de Amor, se endurece. Esse é o mal, é o desamor no coração do homem, é o esvaziamento do Amor Divino em nossas vidas. É a rebeldia, a desobediência à Vontade do Pai, é a arrogância, a soberba, a presunção de nos acharmos deuses e centros do mundo. Esse é o mal que cobre a terra, que gera sofrimento sem fim, que gera guerras, destruição, dor, violência e crueldade.

O desamor é o mal do mundo. Por isso, Deus em sua infinita Misericórdia, compadecido de seus filhos com os corações mortos, endurecidos no mal, vivendo o inferno do desamor, Deus, em sua compaixão infinita nos enviou Seu Filho amado, em sacrifício último para nos ensinar o caminho da Salvação e retorno ao Pai. Mas o mundo O odiou e ainda hoje O odeia. As palavras redentoras da Boa Nova, de que Deus nos ama infinitamente apesar de todos os nossos pecados, apesar da nossa desobediência, de nossa rebeldia, essa mensagem de redenção, de esperança, não é escutada pela maioria dos homens e mulheres da terra. No mundo atual, a mensagem da Boa Nova é vilipendiada, ridicularizada, desprezada como crendice, superstição e ignorância.

No entanto, espalhados no globo, existem aqueles filhos de Deus que amam a Verdade e que escutam a Palavra e a compreendem e que se tornam os apóstolos da Boa Nova da Libertação. Estes também são odiados pelo mundo porque eles não são do mundo. Os filhos de Deus que amam a Deus sobre todas as coisas e que amam ao próximo como a si mesmos, que são humildes e pobres de espírito para aceitar a Vontade de Deus e cumpri-la, estes são filhos da Luz e, em suas orações, na sua vivência do Amor, espalham sobre a terra a Luz que vence todo mal. 

Ao final, o Bem vencerá e o mal será eliminado, pois todos os filhos de Deus chegarão finalmente ao reconhecimento de que Deus é o único Senhor e que a Sua Vontade é soberana e justa e a Ele entregaremos nossos corações e nossas vidas em louvor e graça, na Glória, na plenitude da vida com Ele, da Vida Eterna, em Cristo Jesus.

Deus Pai, ajude-nos, fortalece nossos corações para escutar a Tua Palavra e praticá-la na obediência à sua Lei de Amor.  Que Nosso Pai Criador abençoe nossos passos sobre a terra e nos livre do mal.  

domingo, 24 de janeiro de 2016

O Salvador

Nosso Pai, Criador do céu e da terra, Criador do universo, da imensidão das galáxias até o infinitesimal mundo subatômico. Deus, que reina soberano sobre todo o universo, sobre toda a terra e todo o céu, Senhor, Poder Supremo, inconcebível para o nosso intelecto, é Deus de Amor. Fomos criados à sua imagem e semelhança, o que quer dizer que, em nossa consciência, trazemos a imagem de Deus, o seu reflexo, a sua Centelha e que Deus ama infinitamente cada um de nós, cada ser humano que já viveu sobre a terra, que vive e que viverá. Deus conhece cada um de seus filhos e não há um fio de cabelo que caia da nossa cabeça sem que o nosso Pai saiba. O Senhor conhece o que se passa em nossos corações, escuta nossos pensamentos e acolhe nossos clamores por misericórdia. 

O Pai Celeste também está presente na terra, está em nós, presente em cada coração. O Pai Celeste não é um Senhor distante, inalcançável, mas é um Rei cujo castelo está em nosso coração. O trono desse Rei, o trono de Deus, aonde ele está sentado em Sua Majestade, está em cada coração. Deus não está lá fora apenas, está também aqui dentro.

E no Amor infinito que Deus tem por cada um de nós, seus filhos, por ser a Sua Vontade que estejamos com Ele, na Glória, na harmonia, na Comunhão do seu Amor, por causa disso, Ele nos enviou o Seu Cordeiro, o Seu Filho amado para o supremo sacrifício. Deus mostrou-nos a sua face humana, encarnando junto de nós, como homem, com os sentimentos e necessidades de toda vida humana. Ele ficou entre nós, como Cordeiro para ser sacrificado para o perdão dos nossos pecados. Deus nos enviou o seu Filho amado para nos salvar da morte do coração causada pelo esquecimento da sua Lei de Amor.


Cristo, o Salvador, veio tocar nossos corações para nos mostrar o Deus de Misericórdia que está presente em nossas vidas e foi odiado pelo mundo. Como estava nas Escrituras, o Enviado do Pai foi martirizado, humilhado, sacrificado pela humanidade ímpia, imersa no pecado e na escuridão, cega pelo véu do orgulho e da vaidade. O Salvador derramou o Seu sangue e entregou o Seu corpo por nós, para que cada um de nós consiga receber Deus no coração e ressuscitar do pecado. 

O pecado é o afastamento de Deus, é a negação de Deus no próprio coração. O pecado é a morte do coração, e Cristo, Cordeiro de Deus, veio nos salvar da morte e tocar nossos corações no Seu Amor infinito, no Seu sacrifício divino para que possamos despertar, escutar a voz de Deus clamando em nosso ser para nos unirmos a Ele em Graça, em Amor e em Comunhão. 

Graças a Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.    

sábado, 23 de janeiro de 2016

A Vontade de Deus

Nosso Pai Celeste criou para nós um universo perfeito, belo, sublime, regido por leis justas, sábias e soberanas. Os cientistas, nos seus experimentos e nas suas reflexões teóricas, pouco a pouco vão desvelando pelo entendimento as leis que governam a matéria, o plano físico, o plano visível aos sentidos e apreensível pelo intelecto. Mas, além das leis que regem o universo material, Deus, em sua infinita bondade, nos legou um conjunto de leis do universo moral, do universo da alma, do plano do Espírito. Essas leis foram inspiradas a Moisés e aos profetas e podem ser resumidas na maior de todas as leis, a Lei do Amor: Amai ao Senhor Seu Deus sobre todas as coisas e amai ao próximo como a si mesmo. A maioria da humanidade só consegue compreender aspectos parciais dessa Lei Maior. Poucos conseguem compreender e sentir em profundidade a imensidão e o poder dessa Lei.

Amar a Deus sobre todas as coisas significa que no nosso coração reine um soberano absoluto, acima de todos os outros senhores. Que o nosso coração ame primeiramente o pai Criador e amá-Lo é fazer a Sua Vontade. E a Sua Vontade é que nos amemos uns aos outros.

Quanto sofrimento no mundo seria magicamente erradicado com a simples obediência a essa Lei: Amai a Deus acima de tudo. Em nosso corações, costumamos abrigar muitos amores: amamos o conforto material, amamos as distrações da vida, amamos os prazeres do corpo, amamos o poder, o prestígio, amamos o nosso ego, a nossa persona, amamos aqueles que nos amam, mas a Lei nos comanda que acima de todos esses pequenos amores, passageiros, ilusórios, efêmeros, que reine absoluto em nosso coração o Amor ao Nosso Pai. Servir a um só senhor, obedecer somente à Vontade de Deus, essa é a Lei. Quando obedecemos à Lei do Amor em nossa vida e em nosso coração, os sofrimentos se dissolvem, eles se revelam como ilusão, como nuvens passageiras, e percebemos o sol radiante acima de tudo a nos aquecer e iluminar.

A falta do amor a Deus em nosso coração é o que na linguagem bíblica é chamado de pecado. Aqueles que vivem no pecado trazem o coração morto para o amor de Deus, o coração entorpecido, endurecido, enclausurado nos amores vãos e passageiros da vida material. Por isso, o Cristo veio nos trazer a nossa Salvação, mostrando aos nossos corações o caminho do amor ao próximo que nos conduz ao amor a Deus.


Na entrega do nosso coração a esse sentimento de Graça, de louvor, de glorificação ao Senhor do universo, nosso coração renasce do pecado e ressuscitamos para a verdadeira vida, para a Vida Eterna. O Cristo é o nosso Salvador, aquele que nos conduz ao Pai e à Gloria do Amor e  da Vida Eterna. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A Vida Eterna

O que somos? Somos apenas um aglomerado organizado de células? Somos tão somente uma multitude de átomos e moléculas organizadas em células que se agrupam formando órgãos? Somos apenas a soma destes órgãos, destas células e destes átomos? Somos o nosso corpo? Quando a vida desaparece do corpo, nós morremos? É este o sentido de nosso existir, de nossa consciência? Um aglomerado fortuito, gerado ao acaso, de átomos sem consciência? Esta crença de que somos apenas seres mortais, finitos, têm consequências devastadoras para a alma. A  crença de que a vida se resume ao corpo e suas necessidades e desejos traz consequências destruidoras para o coração humano. Esta é a grande ilusão disseminada no mundo de hoje, esta é a grande crença difundida como verdade científica, com o selo e atestado de verdade inquestionável. Mas, reflexões mais profundas nos levam a questionar esta crendice do mundo moderno.

Ao refletirmos sobre nossa essência, sobre o que somos, identificamos que nosso pensar, que nosso sentir, que a nossa consciência não são objetos materiais, pois não são feitos de átomos, moléculas e células. Nosso pensamento, nosso sentimento, nossa consciência e nossas percepções mentais possuem uma outra natureza. Elas são imateriais. E, ao longo dos milênios da humanidade, os profetas têm nos ensinado que esse nosso ser imaterial é também imortal.

Para aqueles que sentem o coração tocado pelas palavras redentoras do Cristo, somos alertados e chamados para a Vida Eterna. Mas o que é a Vida Eterna? É a vida que não perece com a morte do corpo, mas é também a vida que não perece com a dor. É a vida na plenitude, é a vida repleta de significado, é a vida em Comunhão, é a vida inundada de Amor. O ser que encontra a Vida Eterna não sente mais as dores na alma, mas vivencia o júbilo, o gozo espiritual da Comunhão, da união com o Criador.

A Vida Eterna não é algo a ser encontrado somente após a morte do corpo físico. A Vida Eterna está ao nosso alcance a qualquer instante. Ter a Vida Eterna é estar com Deus no coração mesmo vivendo na realidade física, habitando o mundo material, imersos em corpos feitos de células, átomos e moléculas que irão perecer, que irão se desintegrar. Ainda assim, a alma que habita esse corpo e que se conhece filha de Deus, que ama a Deus sobre todas as coisas e que ama ao próximo como a si mesma, esta alma vive a Vida Eterna. É a vida imperecível do Amor e da Graça. É a vida consagrada na Glória, na Comunhão com o Amor do Pai. É a vida em Cristo, com Cristo e por Cristo.

Para aqueles que acreditam na crendice moderna, na ilusão contemporânea de que somos apenas um punhado aleatório de átomos e moléculas, de vida efêmera, essas palavras não fazem sentido algum. Mas para aqueles que sentem no seu coração pulsar a voz, o chamado do Cristo, para aqueles que sentem a presença inefável do Criador em suas vidas, em sua consciência e em seu ser, as palavras de Vida Eterna são libertadoras. Elas libertam da dor, da ilusão, do engano de nos acreditarmos criaturas lançadas no mundo sem propósito algum. Pois quando estamos conectados na vivência da Vida Eterna, tudo faz sentido. A dor que sentimos se torna apenas um obstáculo passageiro a ser superado com a Graça, com a Bondade, com a Misericórdia do Pai.


Que possamos todos viver juntos, em Cristo, na Glória do Pai e da Vida Eterna. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Como falar de Deus?

Quando mergulhamos nosso coração na prece e sentimos a presença do Amor, quando sentimos a Graça e a Bondade de Nosso Pai e tentamos, posteriormente, expressar em palavras o que foi esta experiência, nos sentimos frustados, incapacitados de exprimir com a linguagem dos homens a experiência vivida com o coração no santuário da prece. Como falar de Deus? Como explicar o inexplicável?

Existem infinitas portas para se chegar à vivência de Deus no coração. Uma dessas portas de acesso é a contemplação da perfeição e da beleza do universo criado, do universo material que apreendemos com nossos sentidos e com nossa inteligência. O milagre das galáxias, das estrelas, dos planetas, o milagre da vida em todas as suas formas, o milagre da vida consciente, a perfeição do organismo humano... Nossa mente pode contemplar qualquer ser da criação e se maravilhar com a beleza e a perfeição de cada detalhe e da harmonia do todo. Deus nos concede a fome e o alimento que a sacia; o trabalho e o descanso; o prazer e a dor; a vida e a morte; os ciclos de evolução e de progresso.


Esse é  o sentido dos versos  iniciais da oração que o Senhor nos ensinou: “Pai Nosso, que estais no Céu, louvado seja o Vosso Nome”.  Nosso coração se enche de amor e de adoração pelo nosso Pai Criador, nosso coração, nas profundezas da prece, se enche de louvor à Fonte Criadora, ao Poder Supremo que gera a existência do universo em todas as suas formas e manifestações. 

Mas isso são apenas palavras abstratas e conceitos, sons jogados ao léu para aquele que não experiencia as delícias do coração em prece, o gozo espiritual, a vivência interior do Deus em seu coração. Por isso, as palavras da Salvação, as palavras da Bíblia, só comunicam seu significado ao coração que mergulha na vivência do Deus de Amor, do Deus único que tudo sustenta em sua Glória, em seu Amor e Misericórdia.

Que essas palavras, que essas meditações possam ser escutadas pelos ouvidos que sabem ouvir, pelos corações que escutam, sentem e que se deixam penetrar pelo Amor e pelo Espírito de Deus. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Os Mistérios da Fé

No mundo moderno, espalha-se a crença de que não existem mais Mistérios da Fé. No mundo tecnológico, de avanços e conquistas da inteligência humana, das descobertas científicas, das luzes da razão iluminando as leis ocultas do universo material, dissemina-se a crença de que os mistérios da fé são apenas tolas superstições de pessoas crédulas, ingênuas e de pouca inteligência. 

Quanta tristeza essa crença tem trazido aos corações humanos famintos, sedentos da luz do Espírito! É como se as crenças modernas, na apologia do intelecto, do conhecimento tecnológico e científico, fossem nuvens negras, tempestades, que obscurecem a visão do sol que brilha poderoso acima de tudo. Nós sabemos que, assim como as nuvens não tem o poder de apagar o sol, que brilha majestoso muito acima da atmosfera onde ocorrem as tempestades, assim também as crendices, as ilusões do mundo moderno, não conseguem obscurecer, atingir, remover o poder luminoso da fé nos corações humildes que não se deixam iludir pela apologia da razão. 

Esta apologia da razão não reconhece os limites da racionalidade e da lógica para explicar a beleza, a perfeição e a harmonia do universo e da vida, da consciência, do ser e do tempo. Aqueles que não encontram nas explicações lógicas e racionais a satisfação profunda, aqueles que buscam nos Mistérios da Fé a fonte de água viva, estes são saciados. Seus corações se enchem de paz, de esperança, de contentamento, de amor, de gratidão, de serenidade diante dos obstáculos da vida e das provas. Encontram, nos Mistérios da Fé, o apoio, a firmeza, a fortaleza para vencer a dor e as angústias do mundo.

Cada tradição religiosa possui seus próprios mistérios da sua fé. Mesmo as tradições mais racionalistas, como o Espiritismo Kardecista, possuem perguntas que não podem ser respondidas e que precisam ser silenciadas,  onde a razão precisa se entregar no acolhimento do Mistério de Deus. Cada tradição religiosa desenvolve sua própria narrativa dos mistérios, mas além das palavras que se diferenciam pela cultura em que se baseiam, todas apontam para um só e único mistério: o Mistério de um Criador amoroso, vivo, presente, imanente e transcendente, Poder Supremo de Misericórdia que derrama sua Graça a todos, a todas suas criaturas, seus filhos e filhas amados, infinitamente, incondicionalmente.

Que o homem moderno possa mergulhar nos Mistérios de sua Fé e abastecer a sua alma, nutrir o seu coração desse alimento para o consolo e esperança diante das provas e dificuldades da vida. Que saibamos usar a razão e a tecnologia, o conhecimento racional, lógico e científico para criarmos um mundo mais amoroso, onde o conforto material não seja um novo deus, mas que sirva para que a alma, descansada das tribulações do corpo, possa alçar voos para o mundo do Amor e da Glória do Pai.  


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Sentido da Oração

O universo material que apreendemos com os sentidos, que conhecemos com a razão, é apenas a superfície do Real. A dimensão material do Ser e da Vida é a camada externa, efêmera, transitória. Através das práticas contemplativas, da prática da oração e da meditação nas verdades do Espírito, conseguimos tocar, ter vislumbres da verdadeira Realidade, perene, imaterial, que transcende as limitações do plano material. O coração mergulhado na prece consegue atingir as camadas profundas onde habita o Ser Eterno, a Glória Divina.
As palavras das religiões do mundo procuram transmitir de forma simbólica e representativa esta dimensão profunda e perene, subjacente a tudo e além das experiências transitórias da matéria e do tempo. Mas a linguagem das religiões é influenciada pela cultura e pelas tradições, por isso se diferenciam no vocabulário, mas a sintaxe é a mesma. O sentido para o que as palavras apontam é o mesmo em todas as tradições místicas e religiosas da humanidade: todas apontam e convergem para o sentido da apreensão da Realidade Última e Primeira.
A única forma de acesso, de percepção, dessa Realidade é através da oração profunda e sincera, da entrega na humildade, do abandono das amarras do intelecto, da arrogância da razão, da presunção do saber. O coração que se abandona ao Amor e à Graça, se banha na alegria, na Luz, na visão da Glória do Pai, na comunhão do Amor no Cristo.
Mas o mundo moderno, na velocidade com que o pensamento precisa se mover no cotidiano de suas demandas, nos impede de parar, de silenciar a mente para entrar pelo coração na vivência da prece. O mundo, que nos bombardeia de informações e estímulos, numa extrema rapidez , seduz o homem com falsas necessidades, iludindo seu coração com promessas de alegrias passageiras, de uma felicidade inalcançável pelo consumo, pelas satisfações do ego, do prazer, da posse material, do controle e do domínio sobre o mundo. Ilusões que, na linguagem religiosa tradicional, são referidas pelo vocábulo ‘pecado’, esta pequena palavra, tão mal usada, tão mal interpretada, infelizmente. No seu sentido verdadeiro, ela nos aponta para este erro fundamental no ser humano de procurar no seu coração as satisfações efêmeras, ilusórias, que lhe afastam da verdadeira fonte de felicidade, de harmonia e de paz.
Que possamos nos permitir, em alguns momentos do dia, parar este movimento célere dos nossos pensamentos e de nossas atividades, e mergulhar na fonte, beber da água viva que sacia o nosso espírito. Esse é o sentido da exortação de Jesus: Orai e Vigiai. A oração alimenta a alma, nos conecta com a fonte e sacia o nosso Ser com o pão dos Céus, com o alimento Divino do Amor e da Graça.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Para Compreender as Escrituras

As verdades do Espírito só são compreendidas com o coração que se entrega na humildade, na oração, na Comunhão com o Pai.

As palavras sagradas das Escrituras são escritas em códigos, cobertas pelo viés da cultura de quando foram escritas, e possuem diversas camadas para leitura e interpretação. A camada superficial é aquela do significado literal das palavras. Aí ocorrem os erros de interpretação, os desvios, as fontes de discórdia, de confusão, de desamor e de distorção da mensagem dos Céus.

É preciso escutar as Escrituras para além da literalidade da letra, escutar com o coração o sentido que a palavra aponta, o sentido que se desvela. É preciso ter o olhar que sabe ver  o que está escondido atrás das camadas forjadas pela cultura, pelas tradições, pelos sentidos etimológicos, pelas raízes históricas e contextuais do texto. Por trás e além jaz o sentido e a Verdade viva que se revela.

A Escritura é objeto sagrado. Apesar de ser obra dos homens, foi escrita em obediência, na inspiração do Pai Celestial para legar à humanidade um portal de acesso às verdades perenes, além do tempo. A palavra da Escritura, quando entendida verdadeiramente, nos conta a história do homem em sua busca de si mesmo, a história de Deus em busca do homem, a história da vida, a história da humanidade nas suas quedas e nas suas vitórias, a história dos encontros e desencontros com o Pai amado, Criador de todas as coisas.


A Bíblia não é um texto para ser seguido literalmente, obedecido com a cegueira do coração impuro, mas é uma janela que se abre para o alto e para dentro. No entanto, é necessário ver o sentido além do verbo, escutar a voz do Silêncio que nos fala ao coração através deste portal da Eternidade. 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Jesus está Vivo

Jesus está vivo e nos chamando a orar e vigiar.

Em nossos corações, vivemos a angústia de Pedro e negamos o Cristo sem querer negá-Lo.

Em nossos corações, vivemos a angústia do Cristo que pede para que o cálice seja afastado. Mas, Pai, queremos entregar nosso coração para que seja feita a Vossa Vontade.

Jesus é traído a todo instante por aqueles que usam o Seu nome e o seu Evangelho para pregar o desamor, o egoísmo, a intolerância e a vaidade.

Jesus é preso e torturado a todo instante quando é caluniado, denegrido, quando sua mensagem de Amor, Paz e Comunhão é distorcida e vilipendiada.

E Jesus ressuscita a todo instante quando somos tocados pela Sua Presença e somos invadidos pelo Seu Amor, compreendendo Sua Palavra.

A ressurreição de Jesus acontece a cada dia, quando nossos corações se libertam da treva do engano, do erro, da ilusão do egoísmo.

Jesus nos chama a todo instante para estarmos atentos, para vigiarmos nossos próprios corações, para não dormirmos o sono da inconsciência, dos automatismos, para não passarmos pela vida como sonâmbulos sem perceber a verdadeira realidade, enganados pelas ilusões do orgulho e do egoísmo.

Jesus nos exorta a todo instante para estarmos atentos e vigilantes às paixões que nos afastam do centro, que nos separam da Comunhão no Amor do Cristo.
Jesus nos lembra a todo instante as palavras do seu Evangelho, que Ele está conosco, agora e sempre, ao nosso lado, a olhar por nós, a se sacrificar por nós, a se deixar ser traído, a aceitar a crucificação por nós, por amor a nós, para nos deixar a mensagem vivida da libertação das ilusões criadas pelo orgulho e pela vaidade e nos mostrar o caminho da ressurreição, da vida verdadeira, da vida eterna do Espírito em Comunhão com o Pai.


Jesus nos legou o seu Evangelho para que recordemos, para que nunca nos esqueçamos do Caminho, da Verdade e da Vida Eterna.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O que é a Razão?

O ser humano se apoia na razão, na força da argumentação, nos silogismos, nos encadeamentos lógicos, para explicar o mundo, a existência e a vida. Cheio de soberba, de arrogância, o ser humano se ilude na presunção de conhecer e explicar o mundo e suas causas: “Para tudo, há uma razão lógica”, dizem o cientista e o filósofo. A Razão se tornou um deus, adorado e venerado como a fonte da verdade e da revelação que libertará o homem das trevas e da escuridão das superstições da religião.

Quanta arrogância, quanta ilusão! A razão não tem começo nem fim. O que é a razão? A razão não consegue explicar a si mesma, ela é impotente para se explicar. A razão é como uma bolha de sabão que se expande, frágil, efêmera até estourar nos seus limites e desaparecer. Qual é o sustento da razão? Em que ela se baseia? Os seus alicerces estão em algo que é anterior e além da razão, algo que lhe dá existência, que lhe dá fundamento. O ar que faz soprar a bolha é o Espirito, é o Espírito que vivifica a razão. O Espírito é o começo e o fim. A razão são bolhas efêmeras que nos levam para aqui e para lá, rápidas, dinâmicas, mas que estouram nos limites da sua expansão.

Deus é maior que a razão. Deus sopra o Espírito que expande a bolha. A razão não consegue tocá-Lo, experimentá-Lo. A lógica humana não dá conta. Deus está além do âmbito da razão. Diante de Deus, a razão é impotente, incapaz. O ser humano precisa se entregar, deixar a razão para aquilo que ela é própria, aquilo para que ela existe, para o que ela funciona, para o domínio do mundo material, das leis da natureza, dos processos físicos, químicos, elétricos, magnéticos, dos encadeamentos da matéria. A razão é útil para o domínio da matéria, mas é inútil na compreensão do Espírito. Para nos adentrarmos, apreendermos, vivermos a verdade do Espírito, a razão não nos serve, ela estoura como bolha frágil, incapaz de alcançar a imensidão, a extensão e a força do Espírito.

Deus se revela para nós, seus filhos, de infinitas maneiras, de diversas formas, para atingir e facilitar a apreensão de todos.  As Escrituras são obra da magia Divina, onde as palavras revelam a vida do Espírito de forma eterna, não pelas leis da lógica e do raciocínio que servem ao mundo da matéria, mas pelas revelações do Espírito que tocam o coração,  que se mostram no Silêncio das palavras, que expandem o Ser na Comunhão com o sagrado, na Presença divina que existe no Eterno agora do qual as parábolas, as palavras, os versos e os fatos narrados nas Escrituras são como espelho a refletir o Eterno para aqueles que têm ouvidos para ouvir e olhos para ver.

domingo, 10 de janeiro de 2016

O que é Deus?

Antes, precisamos nos perguntar: o que sou Eu? O que é o Mundo? O que é a Vida? O que é o Tempo? O que é o Amor? O que é a Consciência? Mistérios que não conseguimos penetrar com o pensamento... A filosofia e a ciência humana conseguem muitas respostas, mas geram mais perguntas: O que sou Eu? Por que existo? O que é minha consciência? O que é meu pensamento? O que é o Amor? O que é Deus?

Deus é Mistério insondável, mas Deus se revela no coração daqueles que o buscam com humildade, com entrega. Quando buscamos Deus na arrogância, na prepotência de sábios, de conhecedores das leis naturais, dos fatos científicos, da história da humanidade, deste pedestal de falso saber, não conseguimos ver porque o Mistério não se deixa penetrar no coração que se supõe saber.

Deus é Mistério além das palavras e anterior às palavras.

Só podemos alcançá-Lo na entrega, no Silêncio. Deus nos fala sem palavras. Deus se apresenta a nós no Silêncio, quando silenciamos nosso pensamento, quando nos esvaziamos do nosso saber, suposto-saber, quando abrimos as portas de nossa mente para escutar este Silêncio, essa presença que nos chama, que nos atrai, que nos toca, que nos impulsiona. Deus é o momento presente, Deus é  tudo e o todo. Deus é constante criação. 

Somos filhos do Amor Infinito, não há nada a temer.