O que somos? Somos apenas um
aglomerado organizado de células? Somos tão somente uma multitude de átomos e moléculas
organizadas em células que se agrupam formando órgãos? Somos apenas a soma destes
órgãos, destas células e destes átomos? Somos o nosso corpo? Quando a vida
desaparece do corpo, nós morremos? É este o sentido de nosso existir, de nossa
consciência? Um aglomerado fortuito, gerado ao acaso, de átomos sem consciência?
Esta crença de que somos apenas seres mortais, finitos, têm consequências
devastadoras para a alma. A crença de
que a vida se resume ao corpo e suas necessidades e desejos traz consequências
destruidoras para o coração humano. Esta é a grande ilusão disseminada
no mundo de hoje, esta é a grande crença difundida como verdade científica, com o selo e atestado de verdade inquestionável. Mas, reflexões mais profundas nos
levam a questionar esta crendice do mundo moderno.
Ao refletirmos sobre nossa essência,
sobre o que somos, identificamos que nosso pensar, que nosso sentir, que a
nossa consciência não são objetos materiais, pois não são feitos de átomos,
moléculas e células. Nosso pensamento, nosso sentimento, nossa consciência e
nossas percepções mentais possuem uma outra natureza. Elas são imateriais. E,
ao longo dos milênios da humanidade, os profetas têm nos ensinado que esse nosso
ser imaterial é também imortal.
Para aqueles que sentem o coração
tocado pelas palavras redentoras do Cristo, somos alertados e chamados para a Vida
Eterna. Mas o que é a Vida Eterna? É a vida que não perece com a morte do corpo,
mas é também a vida que não perece com a dor. É a vida na plenitude, é a vida
repleta de significado, é a vida em Comunhão, é a vida inundada de Amor. O ser
que encontra a Vida Eterna não sente mais as dores na alma, mas vivencia o
júbilo, o gozo espiritual da Comunhão, da união com o Criador.
A Vida Eterna não é algo a ser
encontrado somente após a morte do corpo físico. A Vida Eterna está ao nosso
alcance a qualquer instante. Ter a Vida Eterna é estar com Deus no coração mesmo
vivendo na realidade física, habitando o mundo material, imersos em corpos
feitos de células, átomos e moléculas que irão perecer, que irão se
desintegrar. Ainda assim, a alma que habita esse corpo e que se conhece filha
de Deus, que ama a Deus sobre todas as coisas e que ama ao próximo como a si
mesma, esta alma vive a Vida Eterna. É a vida imperecível do Amor e da Graça. É
a vida consagrada na Glória, na Comunhão com o Amor do Pai. É a vida em Cristo,
com Cristo e por Cristo.
Para aqueles que acreditam na
crendice moderna, na ilusão contemporânea de que somos apenas um punhado
aleatório de átomos e moléculas, de vida efêmera, essas palavras não fazem
sentido algum. Mas para aqueles que sentem no seu coração pulsar a voz, o
chamado do Cristo, para aqueles que sentem a presença inefável do Criador em
suas vidas, em sua consciência e em seu ser, as palavras de Vida Eterna são
libertadoras. Elas libertam da dor, da ilusão, do engano de nos acreditarmos
criaturas lançadas no mundo sem propósito algum. Pois quando estamos conectados
na vivência da Vida Eterna, tudo faz sentido. A dor que sentimos se torna apenas
um obstáculo passageiro a ser superado com a Graça, com a Bondade, com a
Misericórdia do Pai.
Que possamos todos viver juntos,
em Cristo, na Glória do Pai e da Vida Eterna.
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