domingo, 31 de janeiro de 2016

A Fé

Todos nós buscamos a cura de nossas enfermidades, do corpo ou do espírito. Todos nós, que habitamos esse mundo de aprendizado e de provações, trazemos profundos padecimentos em diversas camadas, em diversos níveis do ser, que necessitam de cura, de transformação. Podemos suplicar a Deus que cure nossas enfermidades, mas implorar a Deus não significa ter fé em Deus. Aquele que implora se coloca passivamente como um receptor das graças do Deus amoroso, mas aquele que tem fé se prostra diante de Deus com verdadeira humildade, consciente de que todo poder emana de Deus.

Paulo curou o aleijado de Icônio porque viu em seus olhos que ele tinha fé. O aleijado não implorava a Deus por sua cura, mas tinha fé e foi curado. A fé verdadeira, genuína, do coração, nos faz aceitar com humildade as provações assim como as graças enviadas pelo Altíssimo, pois conhece que as provações são também graças. A fé verdadeira nos conforta o coração na certeza de que tudo que acontece com nós, todas as tribulações, obstáculos, enfermidades, assim como todas as alegrias e bençãos fazem parte do projeto de Deus para nossas vidas. Na vivência da fé, nos entregamos humildemente para que se cumpra a Vontade do Pai e possamos realizar o seu projeto para nós, sem queixas, sem desobediência, sem fuga, mas com coragem e resignação do coração. A resignação da fé não lamenta, mas glorifica o Pai, O exalta, na certeza de que Seus desígnios são sábios, justos e bons.


Que possamos nos curar de nossas enfermidades pelo poder e alcance da nossa fé e não pelo volume de nossas súplicas. Que possamos entregar ao Pai em verdadeira fé e humildade a nossa vida para que seja feita a Sua vontade e não a nossa. A verdadeira cura ocorre na obediência à vontade do Pai, na comunhão com Ele, na glorificação, no louvor e na adoração de Seu poder, de Sua Misericórdia e Amor. 

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