segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O que é a Razão?

O ser humano se apoia na razão, na força da argumentação, nos silogismos, nos encadeamentos lógicos, para explicar o mundo, a existência e a vida. Cheio de soberba, de arrogância, o ser humano se ilude na presunção de conhecer e explicar o mundo e suas causas: “Para tudo, há uma razão lógica”, dizem o cientista e o filósofo. A Razão se tornou um deus, adorado e venerado como a fonte da verdade e da revelação que libertará o homem das trevas e da escuridão das superstições da religião.

Quanta arrogância, quanta ilusão! A razão não tem começo nem fim. O que é a razão? A razão não consegue explicar a si mesma, ela é impotente para se explicar. A razão é como uma bolha de sabão que se expande, frágil, efêmera até estourar nos seus limites e desaparecer. Qual é o sustento da razão? Em que ela se baseia? Os seus alicerces estão em algo que é anterior e além da razão, algo que lhe dá existência, que lhe dá fundamento. O ar que faz soprar a bolha é o Espirito, é o Espírito que vivifica a razão. O Espírito é o começo e o fim. A razão são bolhas efêmeras que nos levam para aqui e para lá, rápidas, dinâmicas, mas que estouram nos limites da sua expansão.

Deus é maior que a razão. Deus sopra o Espírito que expande a bolha. A razão não consegue tocá-Lo, experimentá-Lo. A lógica humana não dá conta. Deus está além do âmbito da razão. Diante de Deus, a razão é impotente, incapaz. O ser humano precisa se entregar, deixar a razão para aquilo que ela é própria, aquilo para que ela existe, para o que ela funciona, para o domínio do mundo material, das leis da natureza, dos processos físicos, químicos, elétricos, magnéticos, dos encadeamentos da matéria. A razão é útil para o domínio da matéria, mas é inútil na compreensão do Espírito. Para nos adentrarmos, apreendermos, vivermos a verdade do Espírito, a razão não nos serve, ela estoura como bolha frágil, incapaz de alcançar a imensidão, a extensão e a força do Espírito.

Deus se revela para nós, seus filhos, de infinitas maneiras, de diversas formas, para atingir e facilitar a apreensão de todos.  As Escrituras são obra da magia Divina, onde as palavras revelam a vida do Espírito de forma eterna, não pelas leis da lógica e do raciocínio que servem ao mundo da matéria, mas pelas revelações do Espírito que tocam o coração,  que se mostram no Silêncio das palavras, que expandem o Ser na Comunhão com o sagrado, na Presença divina que existe no Eterno agora do qual as parábolas, as palavras, os versos e os fatos narrados nas Escrituras são como espelho a refletir o Eterno para aqueles que têm ouvidos para ouvir e olhos para ver.

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